Mulheres, encontrem-se na melhor versão de si


Quando você ouve o famoso termo "mulherão da porra" o que vem à sua mente? E você, sendo uma mulher, vem à sua própria mente?

É comum que muitas e muitos de vocês tenham enquadrado, de primeira, alguma mulher influente midiaticamente nesse termo, e que, provavelmente, ela é tipicamente o padrão de beleza europeu imposto socialmente, não?

Agora olhe ao seu redor, em seu ciclo de convivência, quantas das mulheres que te cercam são iguais a essa que você imaginou? Acredito que nem 10%, né? Em nossa maioria, não somos mulheres altas, magérrimas, loiras e de olhos claros. Somos de estatura média, morenas, com quadris largos, pernas grossas, corpo curvilíneo e não menos lindas que as europeias.


Então, porque, ainda nos tempos de hoje, nos sentimos desconfortáveis com nosso estado físico? Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Fabiana de Laurentis Russo, esse padrão é imposto há muito tempo, "e as meninas ouvem de suas mães, que precisam ser magras, que as mulheres magras conquistam as coisas com maior facilidade. São vistas como sendo mais determinadas, saudáveis, bem sucedidas. Um padrão estético inatingível e insalubre é imposto como se fossem naturais. Mais um fator para aumentar o descontentamento e automaticamente a baixa autoestima feminina".

Essa força sociocultural é tão séria, que tem feito os consultórios dos cirurgiões plásticos lotarem, e muitas delas não precisariam de nenhum retoque, pois são mulheres saudáveis e com corpos adequados. 

Segundo o GENTA (Grupo Especializado em Nutrição e Transtornos Alimentares e Obesidade), nove em cada 10 mulheres têm alguma insatisfação com a aparência e uma em cada seis, trocaria cinco anos de vida para atingir o peso ideal. Aqui no Brasil, o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, 65% das universitárias gostariam de ser mais magras e 48% delas apresentam peso normal.

Que absurdo, não?


A estudante de enfermagem Jéssica Alves, conta que nunca se sentiu muito à vontade com sua região abdominal. "Eu não sou gorda, mas não me sinto à vontade com minha barriga, que é mais cheinha. Além disso, também não tenho cintura modelada, o que me impede de usar alguns modelos de blusas, não acho que ficam bons em mim", relata.

não é só a imagem corporal que é prejudicada. As relações familiares, amorosas, profissionais  e interpessoais são abaladas, pois quem não consegue encontrar  valor  e apreciar as suas próprias conquistas, não consegue apresentar o melhor de si.

Para desconstruir esses paradigmas, a psicoterapia pode ser uma ótima opção, pois ajuda as mulheres a trabalharem com suas dificuldades de uma forma geral, a trabalharem a ideia constante do ideal inatingível e a lidar com as frustrações, que também fazem parte da vida de qualquer ser humano.

"Para que as mulheres possam se sentir melhores no dia a dia, acredito que devam se afastar dos ideais oferecidos pela mídia, devem parar de se comparar com as outras mulheres e focalizar nas possibilidades e não nas dificuldades. Aceitas os próprios limites como algo natural, que fazem parte da vida das pessoas. Enriquecer a vida com momentos que as façam sentir melhores é muito bom, como passeios, músicas, amizades e contatos familiares", indica a especialista.


Então, lembrem-se, você é uma mulher incrível, assim como todas as outras. Não se compare, não se diminua e também não faça isso com as outras. Cada uma tem a melhor versão de si para compartilhar com a sociedade e consigo mesma. Se encontre!

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