Confira como foi o SPFW N44


Com dois meses de antecedência, a São Paulo Fashion Week, que costuma ter sua segunda edição do ano no mês de outubro, deixou bastante a desejar. De 27 a 31 de agosto (domingo à quinta-feira), a Bienal do Ibirapuera, que sempre fica repleta de estandes e mais estandes de interação ao público do evento, estava tão vazio quanto o estômago de muitas modelos.

A antecipação da SPFW não foi ruim somente para a organização do evento, as marcas tiveram de ralar para preparar desfiles às pressas, tanto é que, muitas delas, não apresentaram tantas peças como em edições passadas.

Mas muita coisa incrível também aconteceu na semana que moda mais importante de São Paulo. A Natura, no caso, é o maior exemplo de arraso dessa SPFW...

Ir ao banheiro, tanto para meninas quanto para meninos, muitas vezes é sinônimo de retocar a maquiagem, não é mesmo? Pensando nisso que a marca disponibilizou um "camarim" nos toilets, e com maquiadores para fazerem o trabalho profissional em você.

Demais, né? Além disso, representantes da Natura caminhavam por toda a Bienal com um carrinho cheio de produtos para você retocar o batom, por exemplo, ali mesmo no corredor.

Ah, claro, como não mencionar sua estande principal? Também com maquiadores para fazerem seu rosto, a cabine de fotos era fantástica! Após fazer o seu retrato, era possível levar para casa a sua foto com a moldura mara da Natura e um batom novo da linha Aquarela.

Fernanda Uehara na cabine da Natura

Sabem quem mais arrasou nessa São Paulo Fashion Week? A Chilli Beans, que montou um palco e levou até ele nomes da música brasileira que ainda estão às margens do mercado da fama, mas que são incríiiiveis. Tais como Marcia Castro, Vermelho Wonder, Rico Dalasam e As Bahias e a Cozinha Mineira.

Desfiles

LAB Fantasma

Para tudo, que agora vamos falar do principal objetivo desse evento: os desfiles de moda. Há cerca de três edições passadas, as marcas têm apostado mais na pegada "desconstrução de padrões sociais". Até a própria SPFW deu mais liberdade para elas fazerem isso, prova disso foi a entrada da LAB Fantasma, na edição de número 42...

A marca criada pelos rappers Emicida, Fióti e Rael, é muito voltada para o estilo urban, street wear, além de ser toda inspirada nas composições dos próprios músicos, por isso trazem muito à tona os debates raciais e de padrões de beleza. Ver negros não magérrimos e gordos em cima da passarela é a revolução da moda, obrigada LAB.

Mas, assim como a marca fez bem ao evento, o evento também fez toda a diferença na marca. Até antes de participar de sua primeira edição, não era difícil entrar no site da loja para comprar algumas peças e elas serem todas repetidas. Os lançamentos aconteciam com certa frequência só na sessão de bonés. Agora não, a cada troca de estação, novas estampas, cortes, decotes, estão ali sendo comercializados.

E foi bem assim que a LAB Fantasma desfilou: cheia de estampas (muitas mesmo!), transparência (o que é aquela bermuda toda em teia?) e peças em cores azuis (para trazer muita sofisticação e paz).








Fotos de Zé Takahashi

Tig

Que desfile deslumbrante, meus amigos! O À Paulista, que acompanhou esse de perto, só conseguiu ficar boquiaberto.

Apostando sua coleção em urban, casual, praiano e night, a estilista Renata Figueiredo trouxe, para todas as peças, a inspiração Rio de Janeiro. Foi tão cidade maravilhosa, que dentro da sacola de brinde da marca tinham pacotes de **biscoito Globo** <3

Diferente da LAB, a Tig apostou forte no preto, a coleção vem bem dark, com muita estampa também e muito, mas muito mesmo, Rio de Janeiro.








Fotos de Zé Takahashi

Ronaldo Fraga

Um dos estilistas que mais brilhou nessa semana de moda foi, ele mesmo, Ronaldo Fraga. Com um desfile que aconteceu a céu aberto, não só todo o público da SPFW N44, mas quem passava pelo Parque Ibirapuera, pôde conferir sua nova coleção.

A moda praia de Fraga trouxe para a passarela o nude e o preto entrelaçados, o que foi essencial para a brincadeira dele com texturas e formas geométricas.

Mas o diferencial de sua produção ficou mesmo no casting de seus modelos: deficientes físicos, plus size, idosos e muitas tatuagens! Os manequins nem eram tatuados de verdade, o que destacou ainda mais o trabalho dos maquiadores, que foram incríveis na elaboração dos desenhos.








Fotos de Zé Takahashi


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