E se eu não quiser mais acordar ao seu lado?


Às vezes me pego pensando em como existe uma exigência ilusória de que tudo deve durar para sempre. Não é assim que as coisas funcionam. As mudanças acontecem. A gente não comete hoje os erros de dez anos atrás, nem tem as mesmas ambições e sonhos, nem joga mais tazos ou bate figurinhas.

As coisas mudam, os pensamentos amadurecem. E se um dia a gente acordar e perceber que a vida mudou e que queremos mudar também, tudo bem. As nossas cobranças devem ser somente nossas, assim como o que vamos colher das próximas decisões que tomarmos.

A gente pode escolher ser solteiro, namorar, e até casar, mas pode chegar um momento que não se queira mais acordar ao lado daquele alguém que nos viu chorar tantas vezes, e nos fez sorrir muitas outras mais. E isso pode acontecer não porque a companhia deixou de ser agradável, ou porque o assunto deixou de fluir, e nem tampouco porque encontrou o alguém que era seu dando uns amassos com outra pessoa. Não é nada disso. É só que os dias passam e as ideias mudam, assim como as escolhas da gente.

Então não vamos nos apegar ao para sempre, acreditar que romances, amizades e relacionamentos não vão se desgastar, porque até o que é perfeito enjoa. 

Hoje pode ser tempestade, intensidade, emoção, pode ser aquele alguém que te tira o ar e dispara o coração, e amanhã pode ser só chuva de verão, que não gela e não dá mais palpitação. 

Texto por: Débora Laís
Descobriu a paixão pelo jornalismo quando entendeu o que o profissional da área realmente faz. Apaixonada por conhecer pessoas, conversar e viajar, já fez amizade até em velório. Pensou várias vezes em seguir outros rumos e arriscar outras profissões, mas acaba caindo nas garras do jornalismo direta ou indiretamente. Com passagens por redações grandes e pequenas, atuou em sites com hardnews, cobrindo todas as editorias. Atualmente é assessora de imprensa e toca um projeto pessoal no Instagram, o @deboraviaja.

                    

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