Santiago: o mundo em um só lugar


Ahh Santiago, aquela cidade que você sai a pé e pode ir pra qualquer lugar que quiser. Como assim? Porque não tem aquele monte de ladeiras que a gente vê aqui em São Paulo, além disso, vi poucos moradores de rua (acho que uns 5 ou 6), saí de madrugada só com a minha irmã, andei bastante perdida por lá e voltei com tudo nos bolsos e na bolsa. Tudo bem, rolou umas cantadas de uns caminhoneiros, mas a gente até deu risada disso. Eu realmente me senti segura, apesar de não ser o que os moradores falam.
 


E o que dizer de andar e ver por todos os lados aquela Cordilheira dos Andes com as pontinhas branquinhas de neve? Isso é mágico! Para quem quer enxergar elas melhor, existem alguns pontos altos na cidade. Primeiro o Cerro Santa Lúcia, em que você tem uma visão ok da cidade e das cordilheiras. Depois o Cerro San Cristóbal, que te dá até a oportunidade de subir e descer de funicular, pagando, é claro. Por último tem o Sky Costanera, um elevador que fica dentro do Shopping Costanera e é beeem alto. Pagando um pouquinho mais, porque ninguém é bobo nesse país. Ahh, se você for ao shopping, não se esqueça de tomar sorvete no Empório La Rosa, porque é um dos melhores que tomei na vida. As atendentes ainda são fofas e deixam você experimentar vários sabores antes de escolher os seus preferidos (no plural, porque é beeem difícil escolher só um).

É cidade para comer e encher a cara


Apesar de não se poder beber na rua (sim, se te pegam tomando algo alcoólico você pode até ser preso), Santiago é a cidade para quem quer ficar borracho (o jeito deles de dizer bêbado) sem sentir ressaca. Tipos variados de cervejas e vinhos, a maioria fabricada no país, além de bebidas à base de pisco - uma cachaça feita de uva -, pensa num negócio forte tipo a nossa “51”... Mas é bom, viu!? Eu me apaixonei por Pisco Sour, que é docinho e vai que vai. Uma, duas, três, oito taças (tô chutando, porque eu parei de contar na terceira). Fui tomando, tomando, quebrei uma taça, tomei mais. E você só percebe o efeito na hora de levantar e andar até o “metrô”. Mas essa nem foi a pior. Tem mais forte ainda. Só pra quem aguenta mesmo: o terremoto. Esse negócio é mesmo de tremer tudo, já que, em três pessoas (que bebem bastante), matamos uma jarra de um litro e ficamos borrachitos. Ela é uma mistura de pisco, sorvete de abacaxi e um negócio vermelho parecido com groselha. A aparência é bonitona mesmo e o gosto não é tão forte, mas o efeito...



Nos passeios nas vááárias vinícolas que existem no país, também se bebe muito enquanto se ouve sobre a história do vinho, como ele é feito e armazenado de diferentes formas e enquanto se passeia por entre as parreiras.


E quem bebe precisa comer, né? Em Santiago é facinho encontrar comida em qualquer lugar. Os frutos do mar são maravilhosos (frescos, diversos e baratos). Tem comidas de rua de qualidade como sopaipilla - uma bolacha (é bolhacha!) feita de abóbora - e os completos – que é o nosso dogão, só que com abacate.



As comidas não costumam ter a quantidade de sal ideal para o nosso paladar hipertenso, mas é só pedir ao garçom que isso se resolve.

Tem festa VIP e o movimento é intenso

Ahh, e o melhor da cidade é que você pode encontrar pessoas de qualquer lugar do mundo se estiver disposto a conversar. Além dos turistas, existem muitas universidades - e a maioria tem convênio com outros países -, o que faz com que jovens e adultos façam intercâmbio no país. Não é o máximo? Imagina sair algumas noites e conhecer gente de todo lado do mundo.

Pra facilitar os contatinhos ainda tem uma festa que a gente entra na faixa. Eita, como assim? É simples, basta apresentar passaporte ou outro documento de fora do país que você entra VIP na Miércoles PO. Os chilenos, porém, pagam para entrar no role. Coitados.



Texto por: Débora Laís

Descobriu a paixão pelo jornalismo quando entendeu o que o profissional da área realmente faz. Apaixonada por conhecer pessoas, conversar e viajar, já fez amizade até em velório. Pensou várias vezes em seguir outros rumos e arriscar outras profissões, mas acaba caindo nas garras do jornalismo direta ou indiretamente. Com passagens por redações grandes e pequenas, atuou em sites com hardnews, cobrindo todas as editorias. Atualmente é assessora de imprensa e toca um projeto pessoal no Instagram, o @deboraviaja.

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