Vem?

Abro os olhos devagar, o sol invadindo as paredes do quarto pelas frestas da janela, e os resquícios de mais um daqueles sonhos ainda se espreguiçam preguiçosamente no meu inconsciente. Sonho este que teve como cenário uma única cama, e nós dois como protagonistas entrelaçados em uma trama. E nos lençóis. Mesmo estando desperta e de olhos bem abertos, a nossa imagem continua gravada em minha retina, um filme sem palavras mas com sons inesquecíveis. Como sair da cama quando a sua lembrança está tão vívida que eu consigo até mesmo sentir seu perfume nos travesseiros?


Reprodução ;)


Mas a hora de sair de casa chega e eu passo o dia com um sorriso misterioso. Sorriso esse de ‘gato que comeu o canário’ que só aparece quando penso em você. As horas parecem não passar, mas não estou preocupada com isso. Sei que, quando a noite chegar, faremos nosso infinito particular entre quatro paredes. 

Como diria Alex Turner, “As noites foram feitas principalmente pra dizer coisas que você não pode dizer amanhã de dia”. Então diz para mim tudo o que quer fazer hoje. Sem pudores, sem timidez. Só diz, com toda a sinceridade. Você sabe que eu aguento, não sabe? 

Reprodução ;)
Quero escutar sua voz ofegante no meu ouvido, enquanto nossas mãos brincam de pega-pega. O limite? Não existe. Não hoje.  É dia de comemorar, da maneira mais deliciosa que conheço. Vem brincar comigo. Vamos nos moldar um ao outro como peças de quebra-cabeça, mesmo que nós não façamos muito sentido a longo termo. De qualquer maneira, garanto que não vai se arrepender.

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