Seu coração é de outra

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Ele pode não saber, não lembrar, ou só fingir não se importar, mas já faz um ano desde a nossa primeira vez, hoje, inclusive, faz exatamente um ano (que ótimo ter calhado de cair na quinta-feira e entrar para a Coluna, mais uma data para se ficar na memória).

Faz mais que isso, nos conhecemos há mais de um ano, quase um ano e meio. Por isso, talvez, o sentimento tenha mais valor, porque o contato, a intimidade, vem desde antes. 

Não foi por acaso. Pelo menos, não para mim. Eu me lembro de cada dia, cada gesto, cada tudo que passamos juntos.
Para mim, não era apenas mais um. Não queria que fosse apenas o único, mas ele era especial, entende?

Dia desses, eu quis fazer um agrado, dar um presentinho, algo que mostrasse afeto. Não era data comemorativa nem nada, apenas quis. Então eu comprei um cortador de pizza em formato de bicicleta – não porque ele gosta de pizza, mas porque anda de bicicleta e falamos, antes, sobre um meme com a imagem do objeto.

Cada detalhe foi pensado... Queria comprar na cor laranja, porque a bicicleta que ele tinha, e eu deixava alguns bilhetinhos em seu guidão, era assim. Infelizmente não tinha, tive de escolher entre amarelo e azul. Escolhi o cortador amarelo.

Foi quando pensei em uma cartinha que uniria todos os pontos. 

A cartinha que acompanhou o presente representa os bilhetinhos que eu pendurava no guidão de sua magrela. Dentro, eu escrevi que para ficar do jeito que eu queria era só misturar a cor do objeto “com o vermelhinho desse coração” (eu desenhei um coração e pintei de vermelho).

Que outra pessoa daria uma lembrancinha com tanto significado para alguém que não fosse, no mínimo, especial?

Ah, e eu não falei nada, fiz tudo em segredo (gente, como foi difícil, fiz mó esforção para não contar nada), até a entrega foi surpresa – mandei um motoboy deixar o pacote na casa dele.

O entregador buscou o embrulho, em meu trabalho, às 11h e pouco, deve ter chegado em sua casa uns 15, 20 minutos depois, não é longe. 

Passei parte da tarde esperando por uma mensagem dele. Estava aflita. Será que ele já tinha recebido e preferiu não dar importância? Será que ele vai gostar? Vai ficar feliz?

Às 15h14 chegou sua mensagem. Ele agradeceu, "obrigado pelo mimo", mas não era só um mimo, era bem mais que isso. Ele não entendeu. 

Eu nunca fiz algo parecido por outra pessoa. E não foi só isso, a crônica mais bonita que eu escrevi até hoje foi para ele. Uma pena ele achar que músicas são mais perenes que textos. 

Eu fui tola, de nada adianta eu ter pensado em tudo isso, se ele não pode mais ficar comigo. 

É uma pena eu gostar tanto assim dele. É uma pena eu não costumar sentir isso pelas pessoas. É uma pena eu não conseguir me declarar. É uma pena outra pessoa gostar dele e ele dela e não de mim. 

E se estão se perguntando o porquê de eu não contar pra ele: agora é ainda pior, não posso ser egoísta a ponto de achar que ele tem de me amar só porque o amo. Antes só eu sofrendo do que a outra pessoa acabar sofrendo também.

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