#Entrevista5 – Nikki Vargas e seus mais de 3,5 milhões de miçangueiros


Criar uma página no facebook não parece uma missão difícil, é só dar uma série de cliques e voilá, seus pensamentos e posts estarão livres para milhões de pessoas. O problema com essa ‘facilidade’ toda é um só: como chegar no público?

‘Ajudar o Povo de Humanas a Fazer Miçangas’ é uma das diversas páginas de humor presentes na rede social criada por Mark Zuckerberg. Nela você pode entrar para rir (de si mesmo e de diversas situações), marcar os amigos e achar fotos, tweets, gifs e memes para todos os momentos da sua vida.

Levou um fora? Toma um meme.


O crush visualizou e não respondeu? Ó uma playlist gostosinha pra você ficar escutando.


Está com a auto estima baixa? Vamos focar no que importa: você! 


Por trás de todas essas publicações, feitas todos os dias da semana, a quase todos os momentos, tem uma pessoa: Nikki Vargas.

Nikki tem 28 anos e é uma miçangueira assumida. Ela já se aventurou em seis cursos de ensino superior, cinco deles sendo de humanas e um meio a meio, mas ainda não concluiu nenhum. O objetivo com a página era um misto de acabar com a depressão, esquecer o fora de um namorado e “exorcizar” um demônio interno que a culpava por não descobrir o que ela queria fazer.

Rindo das próprias frustrações, ela criou uma verdadeira comunidade cheia de estudantes e pessoas graduadas em áreas humanas (mas com presença de gente de exatas e biológicas também) que encontram no humor uma maneira de equilibrar e esquecer os pontos baixos da vida e aqueles momentos em que todo mundo se sente fazendo “papel de trouxa”. :P

Hoje com mais de 3,5 milhões de likes, a página virou uma profissão, dessas bem modernas que os pais e familiares ainda não entendem muito bem, mas que dá lucro e, o principal de tudo: realização. 

Leia a entrevista na íntegra: 

- Começando pelo começo, você também é miçangueira? Qual curso você fez/está fazendo?

Direito foi a minha última faculdade, antes eu fiz design, publicidade, psicologia, administração, pedagogia e até teatro, mas não me formei. Talvez eu volte para a faculdade, mas para cursar jornalismo agora. E eu já fui miçangueira, cheguei a fazer artesanato, mas ninguém quis comprar.


- Quando decidiu criar a página ‘Ajudar o Povo de Humanas a Fazer Miçangas’?

Ela acabou surgindo de um evento no facebook, que fez muito sucesso. Eu passei a vida tentando descobrir o que eu gostava e criar a página foi tipo exorcizar um demônio interno de nunca descobrir o que eu queria fazer, eu usei o humor para fazer isso, por isso ela cresceu.

Eu fiz a pagina logo depois de ter terminado um namoro, onde meu ex, da cidade de videira, em Santa Catarina, me usou e me fez de trouxa. Ele falou que ia casar e depois terminamos. Isso era normal na minha vida: namoros que acabam. Acabei colocando tudo isso na página como uma forma de tirar isso de mim. 

- Quais são suas inspirações para a criação de conteúdo da página?

A maioria do conteúdo da página é do Twitter, lá é onde a frustração da vida [das pessoas] mais aparece. O povo de lá é deprê, mas faz muito humor com isso, devo esse sucesso muito a eles.


- Você tem tempo para viver fora da internet, já que tem sempre muito conteúdo para postar?

Hoje a pagina ocupa 100% da minha vida, é difícil eu ficar longe dela, pois é conteúdo que precisa ser postado 24 horas do dia. Larguei a faculdade de Direito só para me dedicar mais à ela.


- Você tem uma equipe que te ajuda a postar, ou é só você?

Tenho uma pessoa que me ajuda com as postagens, o Matheus. Devo dizer que 80% do trabalho acaba sendo o meu, mas se eu não tivesse esse meu amigo para me ajudar eu estava ‘lascada’, devo muito a ele. 

- Imaginou que a página teria tanta repercussão? Qual momento mais especial que ela te proporcionou?

Não imaginei que a pagina teria tanto sucesso.  O momento mais legal do trabalho foi quando ela estourou esse ano, [no início de 2016] daí eu sai nos jornais e pude contar minha história.


- Você recebe muitas críticas? Como faz para lidar com elas?

Eu sofro críticas sim, mas eu tento levar numa boa, afinal nem Jesus agradou a todos né, eu que não vou agradar. Milhões de pessoas gostam da página porque ela foca muito na coisa do ser humano e suas frustrações.

- Como você lida com o famoso kibe na internet? É muito difícil ver pessoas compartilhando suas publicações sem os créditos?

Eu não gosto e tento não postar nenhum, quando aparece e alguém me avisa [que foi copiado de alguém] eu logo apago e posto o original. Não gosto que fiquem roubando frases dos outros, acho feio.

- Em quais redes sociais podemos te achar? 

No Facebook, uso desde 2007 (acho que fui umas das primeiras a chegar lá, rs) e o Twitter: @nikkioliveira. 


- O que São Paulo representa para você e qual lugar de São Paulo é sua cara?

Eu adoro São Paulo!  Eu tive momentos muito legais aí, tipo o show do Paul Cccartney, em 2010, no Morumbi. Depois disso já voltei outras vezes, eu acho que é uma cidade que tem tanta coisa, é muita informação, rs! Mas eu como humanas e miçangueira, gosto mesmo é de Santos, pois lá tem praia!

Nikki Vargas

Nikki Vargas e Mateus

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Somos todos miçangueiros hahaha
      Obrigada por ler a entrevista, Vania.
      Continue acompanhando o site =)

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