#Entrevista3 - Zeeba: o cantor americano/brasileiro da voz mais incrível que você pode ouvir


A primeira vez que ouvi a voz de Zeeba (ou Marcos Zeeba, ou Marcos Zeballos – seu nome de registro) foi no meio da balada. Era a The Year, na Zona Oeste de São Paulo, aniversário do Alok – DJ mais bombado do Brasil –, dia 25 de agosto deste ano mesmo.

Quem tocava era o próprio mixer, então parei e me perguntei: “que cara foda é esse cantando?”. Quando olhei para o palco, tinha uma pessoa ali em cima cantando, e meus olhos brilharam. O dono daquela voz estava mesmo diante de mim.

Como aquela música (Hear Me Now) era em inglês e ele não apresenta sotaque de ninguém que não seja dos Estados Unidos, pensei: “puta, o cara tá aqui no aniversário do Alok. Que da hora”. Eis que, de repente, ele começa a conversar com o público, no meio da música, em português. E era falar mesmo, não apenas uma frase decorada. E, novamente, ele não apresentava sotaque de ninguém que não seja do Brasil. Puuuuts, o cara é brasileiro!

O cara não é brasileiro não, gente, ele nasceu em San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos da América, mas sua família é brasileiríssima e aqui de São Paulo. Diga-se de passagem que seu pai é uma das pessoas mais extrovertidas e engraçadas desse mundão – já explico o porquê.



Voltando lá para a festa do Alok, ou após ela (risos), estava encantada o suficiente para seguir Zeeba no Instagram, no Snapchat, no Twitter, e curtir sua página no Facebook. Claro, também baixei suas músicas no Spotify, E a partir daí eu só passei a amar cada vez, até sugeri que meus amigos ouvissem suas músicas. Eles, assim como eu, amaram!

Se eu fosse uma crítica de música, teria sérios problemas em escrever algo sobre ele, porque, sério, não dá para traduzir em palavras como é a sua voz. De verdade, não consigo nem comparar a de outro cantor tão famoso e tão sensacional.



Depois de dois meses acompanhando todo seu trabalho nas redes sociais – shows, viagens pelo mundo, lançamento de música –, eu também consegui uma entrevista com ele aqui para o À Paulista!

Esse encontro maravilhoso aconteceu no último dia 28 de outubro, no Corona Sunsets, que aconteceu no terraço do MAC (Museu de Arte Contemporânea), ali no Ibirapuera. Pude acompanhar o show de Zeeba em uma das vistas mais espetaculares da cidade, e ainda conhecer esse museu tão lindo – que, sim, que vergonha, eu ainda não conhecia.

Foi, também, durante o show que fiquei “amiga” do pai de Zeeba, o renomado médico Roberto Zeballos, batemos um papinho durante os intervalos de músicas. Mas aquele dia ele estava mais para coaching da banda do que para médico, já que cuidou até do volume do microfone do cantor.



Após o show, já no backstage, foi Zeballos que introduziu toda a carreira do jovem de 23 anos. Ele contou que a música You & You é sobre a fase em que o filho amava mais que uma garota. “E daí ele canta 'you and you and you' como se estivesse apontando para cada uma delas”, explicou.

Mas bem, o papo também rolou com o principal, né? Marcos Zeeba falou para o À Paulista, com exclusividade, que está uma temporada aqui no Brasil para produzir seu novo CD com o produtor musical Bruno Martini, que, por sinal, foi através dele que o cantor e Alok se conheceram. “O disco será lançado em breve, só não sei quando. Pode ser daqui um mês, pode ser só no ano que vem (risos)”. Muita maldade com o nosso coração, não é mesmo?

Perguntado se o CD trará músicas em português ou se tem vontade de compor na nossa língua, ele foi bem sucinto. “Acho que não. Minhas influências são todas americanas. Flui mais fácil quando eu componho em inglês”. Mas a maioria delas conta alguma história pessoal.

Não é atoa que suas influências sejam tão americanas. Ele fez a mesma universidade de música que os integrantes da Red Hot Chilli Peppers (Musicians Institute), aí fica difícil também não ser fã dos caras.

“No começo também, eu acho que minha música podia ser classificada como pop rock, por causa deles também. Mas hoje eu não consigo classificar direito, eu misturo muita coisa, talvez possa chamar de pop alternativo”, contou. Ainda bem que nem ele sabe explicar seu gênero musical, eu também não sei (risos). Já estava até ficando chateada de não conseguir resenhar sua voz.

Mas, aqui mais perto, o momento mais marcante em sua carreira foi em um show Audio Club, na Barra Funda. “Eu sempre tive o sonho de cantar ali em cima do palco e a galera em baixo cantar mais alto que eu. Isso aconteceu aquele dia. A Hear Me Now já tocava bastante nas rádios aqui de São Paulo e quando entrei no palco o pessoal já soltou a voz antes que eu, foi lindo”.

Como de praxe, todos os entrevistados do À Paulista precisam dizer o que São Paulo representa para si e qual lugar da cidade é mais sua cara. Zeeba não pensou duas vezes antes de dizer que para ele SP representa muitas festas. “Aqui tem opções de baladas todos os dias da semana, isso é foda”. Já sobre o lugar que é mais sua cara, “é o bairro de Jardins. Eu morei ali na adolescência, quando vim para o Brasil para fazer o Ensino Médio. Gosto bastante de andar nas ruas de lá”, confessou. Ele também disse que se subir mais um pouquinho vai parar ali na Augusta, que ele gosta muito também. E quem não gosta, não é mesmo? A cara do Zeeba e do À Paulista.


fotos e vídeos de Fernanda Uehara

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